Todos os assessores da campanha de Trump em 2016 foram presos ou acusados

A primeira vez que um dos assessores da campanha do presidente Donald Trump em 2016 enfrentou acusações criminais foi em março daquele ano. Não foi a última vez.
Naquela época, era Corey Lewandowski quem chefiava a campanha. Ele foi preso sob acusação de agressão por agarrar o braço de uma repórter do site notícia de extrema-direita Breitbart após discurso em uma propriedade de Trump na Flórida. Ele e o então candidato negaram vigorosamente que ele tivesse tocado a repórter Michelle Fields, negações ecoadas e amplificadas por aliados na mídia conservadora. Imagens das câmeras de segurança, entretanto, mostraram mais tarde que as alegações eram precisas. As acusações contra Lewandowski, porém, foram retiradas.
Nesta quinta-feira (20), o terceiro assessor de campanha de Trump, Stephen K. Bannon, foi preso sob acusações de fraude federal. Ele é acusado de fazer parte de um esquema que redirecionava doações privadas destinadas à construção de um muro com financiamento privado na fronteira com o México. Ele é acusado, em outras palavras, de ter transformado os pedidos de Trump em 2016 para um muro na fronteira (pago pelo México) em um esquema de enriquecimento pessoal.
Estas alegações serão julgadas em um tribunal e Bannon é considerado inocente até que se prove o contrário. Esse não é o caso do segundo assessor de campanha de Trump, Paul Manafort, que está em prisão domiciliar após ser libertado da prisão por preocupação com a pandemia do coronavírus.
Em março de 2019, Manafort foi condenado a mais de sete anos de prisão após se declarar culpado de uma ampla gama de acusações, incluindo fraude bancária e fiscal, falsificação de testemunhas e conspiração contra os Estados Unidos. As acusações que Manafort enfrentou decorreram em parte da investigação do advogado Robert S. Mueller III, que investigou suas práticas comerciais e questionou seus laços com os interesses políticos russos.
Com informações do Washington Post
