Toffoli adia julgamento da candidatura de Renan Santos e aponta indícios de irregularidades

O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), retirou da pauta o julgamento do registro de candidatura de Renan Santos, do partido Missão, à Presidência da República. A análise do processo estava prevista para começar nesta segunda-feira (31), no plenário virtual da Corte, mas o relator apontou indícios de irregularidades no registro eleitoral. Com informações do G1.
Em despacho publicado no sábado (29), Toffoli afirmou que Renan Santos e o candidato a vice, Aroldo Medina, informaram 18 perfis em redes sociais como complemento ao pedido de registro apresentado à Justiça Eleitoral. As contas foram comunicadas em documentos enviados em 19 de agosto, enquanto o pedido de candidatura havia sido protocolado em 7 de agosto. A legislação eleitoral determina que candidatos informem à Justiça Eleitoral os endereços usados para propaganda, e perfis não declarados no registro precisam cumprir prazo específico para serem utilizados na campanha.
No despacho, Toffoli afirmou: “Constata-se que, em petições apresentadas em 19/8/2026, os candidatos componentes da chapa, Renan Antônio Ferreira dos Santos e Aroldo Medina informaram o total de 18 perfis em redes sociais, como complementação às informações do registro, enviado à Justiça Eleitoral em 7/8/2026. Tendo em vista haver, no registro dos candidatos, indícios de ilicitudes decorrentes do descumprimento aos arts. 57-B, IV e § 1º, da Lei nº 9.504/1997; 24, VIII, da Res.-TSE nº 23.609/2019; e 28, caput e § 1º-B da Res.-TSE nº 23.610/2019, determino a retirada do feito da pauta de julgamento” afirmou Toffoli.
Renan Santos, de 42 anos, disputa sua primeira eleição presidencial e lidera o Movimento Brasil Livre (MBL), organização que ajudou a fundar em 2014. O partido Missão foi criado em 2025 e busca participar de sua primeira eleição nacional.
