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“Trabalha pelo dinheiro, mas se acha herói”, diz Mario Sergio Conti sobre ex-juiz Moro

Mario Sergio Conti e Sérgio Moro. Foto: Wikimedia Commons

O jornalista Mario Sergio Conti, que também é apresentador da GloboNews, fez um balanço de 2020 em sua coluna na Folha de S.Paulo e criticou o ex-juiz e ex-ministro de Bolsonaro.

Odebrecht. A empreiteira campeã em corrupção mudou o nome para Novonor. Alguém imaginaria um nome mais horrível? Ou uma artimanha tão primária para disfarçar a ladroagem da empresa? Emilio e Marcelo Novonor, dois gatunos, continuam tratar os brasileiros como idiotas.

Oposição. Os partidos contra Bolsonaro se uniram para eleger um presidente da Câmara que apoie Bolsonaro incondicionalmente, impedindo a tramitação do seu impeachment. A casta política disputa a tapa com o Planalto e o Supremo a primazia em esculhambar a República.

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Silvio Santos. Completou 90 anos e se consolidou como caricatura do empresariado pátrio. Está grudado no Estado como craca; incensa os governantes irrestritamente; difunde o baixo nível mais abjeto; topa tudo por dinheiro; chegou ao requinte de pôr o genro para endeusar o presidente dia e noite; tem-se em alta conta, é claro: “Dou empregos!”.

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Sergio Moro. Descolou uma boca numa empresa americana que lhe deposita na conta um salário mensal estimado em R$ 110 mil. A hipocrisia é do jogo; já a insistência em dizer que combate a corrupção é má consciência de quem trabalha pelo dinheiro, mas se acha herói. Vide Millôr: desconfie de quem lucra com seu ideal.

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