“Emojis do crime”: como facções usam símbolos para vender drogas e atrair jovens

Traficantes no Rio de Janeiro passaram a observar emojis e figurinhas nos celulares de moradores e entregadores como possíveis sinais de conexão ou simpatia por facções rivais. Símbolos comuns nas redes sociais entraram na linguagem de grupos criminosos e, em áreas sob domínio armado, podem ultrapassar o ambiente digital e resultar em intimidação. Com informações do O GLOBO.
Além de fazer alusão a facções, os emojis podem ajudar a construir a identidade de organizações criminosas. Eles também aparecem em comunicações relacionadas a crimes como exploração sexual infantil e discriminação.
O promotor Fábio Corrêa, do Ministério Público do Rio, afirmou que investigadores não usam símbolos isolados para incriminar suspeitos, mas os consideram na contextualização de diálogos e da posição de alvos em organizações criminosas. “No entanto, não é o que acontece quando o criminoso faz o julgamento daquela situação em um contexto do tribunal do crime”, disse.

