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‘Tragam seus filhos para ver gente nua’: campanha do Museu d’Orsay será retomada em Paris

Do G1:

Uma bem-sucedida operação de comunicação, lançada em 2015 pelo Museu d’Orsay e o Museu da Orangerie, em Paris, para atrair mais famílias aos locais, será retomada neste mês de outubro em Paris. Um dos cartazes da campanha utiliza a mensagem: “Tragam seus filhos para ver gente nua”

A operação utiliza, no total, nove cartazes – exibidos em ruas, paradas de ônibus e metrôs de Paris – com obras célebres dos dois museus aliadas a frases divertidas, sempre direcionadas a pais e filhos. Sucesso nas redes sociais, a peça que mais teve êxito utiliza a tela “Femme Nue Couchée” (Mulher Nua Deitada), realizada em 1907, pelo pintor francês Auguste Renoir. Na obra, uma jovem é retratada em uma cama, seios à mostra, o sexo coberto com um lençol. Mas foi a mensagem utilizada no cartaz que chamou a atenção do público: “Tragam seus filhos para ver gente nua”.

A operação foi realizada pela agência parisiense Madame Bovary, com a coordenação da diretora de comunicação do Museu d’Orsay e da Orangerie, Amélie Hardivillier. “A campanha foi muito bem recebida pelo público, apreciada e reproduzida. Não houve nenhuma polêmica em relação a ela”, diz.

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A diretora de comunicação salienta que nenhuma obra do museu tem censura de idade, nem mesmo a emblemática “L’Origine du Monde” (A Origem do Mundo”, tela de realizada por Gustave Courbet em 1866). Isso não exclui por exemplo, o debate em torno da pintura adquirida pelo museu em 1995, que é protegida por um vidro e fica em uma sala especial do museu. “Há a relação com a nudez que leva ao debate, sobretudo sobre essa obra, que é tão sensível. Mas essa também é a função da arte: incomodar, questionar”, reitera.

“Queer Museum” e “La Bête”

Hardivillier expressa sua surpresa sobre os episódios do fechamento da exposição “Queer Museum”, no Santander Cultural de Porto Alegre, e a polêmica que gerou a performance “La Bête”, do artista carioca Wagner Schwartz, no Museu de Arte Moderna de São Paulo. “Sei que São Paulo é palco de belas exposições. É muito grave essa situação. Fico triste com essa notícia”, lamenta.