Transplante capilar exige avaliação médica e cuidados com riscos

O transplante capilar pode ser uma opção para pessoas com alopecia androgenética, a forma mais comum de calvície, desde que haja indicação médica e expectativas realistas. A avaliação deve investigar a causa da queda de cabelo, a disponibilidade de fios para doação e a possível progressão do quadro. Estimativa da plataforma Medihair aponta que o Brasil realiza mais de 65 mil transplantes capilares por ano.
O procedimento não costuma ser a primeira alternativa. Medicamentos como finasterida, indicada para calvície masculina, e minoxidil, que pode ser usado por homens e mulheres, ajudam a controlar a alopecia em parte dos casos. Quando eles não entregam resultado suficiente, o médico pode considerar a cirurgia, que utiliza principalmente as técnicas FUT e FUE para retirar e implantar folículos.
Mesmo na técnica FUE, conhecida por recuperação mais curta e cicatrizes pontuais, há risco de marcas, alteração de pigmentação e queloides. Infecção, sangramento e complicações anestésicas também estão entre os possíveis problemas. A cirurgia deve contar com médico habilitado, e o paciente precisa saber quem executará cada etapa e como será o acompanhamento; o resultado completo pode levar de dez a 18 meses.
