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Três PMs limparam apartamento onde soldado foi morta em SP, dizem testemunhas

A PM Gisele Santana. Foto: reprodução

Uma testemunha do condomínio onde a soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, 32, foi baleada na cabeça, em São Paulo, afirmou em depoimento que três policiais mulheres estiveram no apartamento para limpar o imóvel horas após a ocorrência. A informação consta nos autos do processo, segundo o Uol. Gisele morreu em 18 de fevereiro.

Segundo a testemunha, por volta das 17h48 daquele dia, três agentes da PM paulista – uma soldado e duas cabos – chegaram ao condomínio e entraram no apartamento acompanhadas por uma funcionária. O acionamento tardio das autoridades e a ausência de marcas de sangue nas roupas sugerem possível omissão de socorro do tenente-coronel Geraldo Leite, marido da vítima.

Geraldo ligou para a emergência da PM às 7h57, cerca de 30 minutos após o disparo. À polícia, a mãe de Gisele afirmou que o relacionamento era conturbado e que Geraldo era abusivo. O advogado do tenente-coronel diz que ele não é investigado e colabora com as apurações.