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TRF 4 nega mais uma vez pedido de suspeição de Moro

Moro acima de qualquer suspeita

Do G1

A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou por unanimidade pedidos de suspeição solicitados por executivos da Queiroz Galvão e da Iesa Óleo e Gás contra o juiz Sérgio Moro. A decisão manteve o magistrado da 13ª Vara Federal de Curitiba na condução dos processos relativos à Operação Lava Jato.

As ações foram movidas por dois ex-executivos da Queiroz Galvão, o ex-presidente Ildefonso Colares Filho e o ex-diretor Othon Zanoide de Moraes Filho, e outros dois da Iesa, o ex-diretor Otto Sparemberg e o ex-diretor-presidente Valdir Lima Carreiro. Eles pediram que Moro fosse afastado dos processos, argumentando que ele não age com a imparcialidade necessária.

Os advogados argumentaram que em 2007 Moro se considerou suspeito em um inquérito aberto contra Alberto Youssef, o que, para eles, deveria ser estendido para as ações atuais que envolvessem o doleiro. Além disso, os defensores da Iesa alegaram que Moro escreveu um artigo sobre a Operação Mãos Limpas, realizada na Itália na década de 1990 e que costuma ser comparada à Lava Jato, assumindo no texto uma postura favorável à acusação.

O relator do processo, desembargador federal João Gebran Neto, não vê comunicação entre o processo aberto há 10 anos contra Youssef e as acusações da Lava Jato. Além disso, o magistrado destacou que a suspeição de Moro não era referente ao doleiro, mas sim a atos praticados pela polícia, que o juiz teria considerado tendenciosos. Em relação ao artigo, Gebran não vê como um texto descritivo sobre o combate ao crime organizado em outro país e em outra época possa afetar a imparcialidade nos processos atuais.