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Trump voará em “Casa Branca voadora” de R$ 1 bilhão; entenda

Donald Trump na escada de embarque do novo Air Force One em Bismarck, na Dakota do Norte
Donald Trump na escada de embarque do novo Air Force One em Bismarck, na Dakota do Norte. Foto: Saul Loeb/AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez nesta quarta-feira (01) seu primeiro voo a bordo do novo Air Force One, um Boeing 747-8 doado pelo Qatar no ano passado. Antes de embarcar na aeronave, pintada de vermelho, branco e azul, ele disse a jornalistas: “Este será o primeiro voo do que considero talvez o maior avião comercial já construído”. O destino era a Biblioteca Presidencial Theodore Roosevelt, na Dakota do Norte, com inauguração oficial prevista para sábado (04).

A decisão de aceitar o jato de luxo, avaliado em cerca de US$ 200 milhões (R$ 1,04 bilhão), provocou críticas de parlamentares e questionamentos éticos sobre uma possível tentativa de compra de influência por um governo estrangeiro. Pelos termos do acordo, altos funcionários do governo afirmam que o avião será doado à biblioteca presidencial de Trump quando ele deixar o cargo, o que poderá permitir uso pessoal após 2028. O governo dos Estados Unidos também investiu na adaptação da aeronave; Troy Meink, secretário da Força Aérea, disse ao Congresso que o custo ficaria “provavelmente abaixo de US$ 400 milhões”.

O avião do Qatar funciona como solução temporária diante dos atrasos na entrega de dois Boeing 747-8 encomendados pelos Estados Unidos em 2018 para uso presidencial. O voo ocorreu um dia depois de declarações financeiras indicarem que Trump arrecadou ao menos US$ 2,2 bilhões em 2025 com negócios imobiliários, criptomoedas e outros empreendimentos; em 2024, antes de voltar ao Salão Oval, ele havia declarado US$ 622 milhões em receitas. Questionado sobre lucro durante a Presidência, o republicano afirmou: “Eu não me envolvo” nos investimentos de suas empresas e disse: “Pessoalmente, nunca converso com nenhuma das pessoas que administram o dinheiro”.