Turquia barra cruzeiro LGBT e alega “padrões morais”

Autoridades da Turquia impediram um cruzeiro voltado a viajantes LGBTQ+ de atracar em portos do país, alegando “padrões morais” e “valores familiares”, afirmou Rich Campbell, presidente e CEO da Atlantis Events, na quinta-feira (2). A viagem “Atenas a Veneza” sairia da Grécia em 5 de julho e previa paradas em Kuşadası, dois dias depois, e em Istambul.
O navio Scarlet Lady, da Virgin Voyages, levaria cerca de 1.900 passageiros, dos quais aproximadamente 1.100 dos Estados Unidos, segundo Campbell. A Atlantis Events informou aos viajantes que precisou retirar as duas escalas turcas do roteiro por decisão das autoridades locais e substituiu as paradas por Cairo, no Egito, e pela ilha grega de Creta.
Campbell disse que a decisão ocorreu porque o grupo era gay. “É bastante surpreendente, para ser honesto. Quer dizer, o motivo é que se trata de um grupo gay”, afirmou. O executivo também disse que esta foi a primeira vez em 36 anos que a empresa recebeu uma restrição desse tipo “por causa de quem somos”. Na última década, o partido AKP, do presidente Tayyip Erdogan, intensificou a retórica contra a comunidade LGBTQ+, e autoridades turcas proíbem as Paradas do Orgulho em Istambul desde 2015 sob alegação de segurança pública.
