Nutricionista explica como consumir ultraprocessados sem abrir mão da saúde

Alimentos ultraprocessados podem fazer parte de uma alimentação saudável, desde que não dominem a dieta e sejam consumidos com atenção ao valor nutricional, à frequência e à variedade das refeições. A nutricionista Maeve Hanan, integrante da Associação Britânica de Dietética, afirmou à BBC que classificar um produto apenas pela extensão da lista de ingredientes cria uma visão simplista e pode alimentar medo em relação à comida. Com informações de BBC.
A classificação NOVA considera ultraprocessados os produtos industriais com etapas múltiplas de fabricação e ingredientes ou aditivos incomuns na cozinha doméstica, como corantes, aromatizantes, emulsificantes e adoçantes. O consumo elevado desses alimentos aparece associado em estudos a obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes e outros problemas metabólicos, embora cientistas ainda discutam quanto desses efeitos decorre do processamento em si ou do excesso de açúcar, sal, gorduras e calorias.
Hanan cita os nuggets de frango como exemplo: eles podem fornecer proteína, mas costumam ter mais gordura e sal do que um peito de frango e devem entrar com moderação no cardápio. Para a especialista, um alimento isolado não define se a dieta é saudável ou não; o principal é manter equilíbrio ao longo do tempo, com frutas, verduras e opções variadas entre os grupos alimentares.
