Um em seis ataques do mundo contra ativistas de direitos humanos acontece no Brasil
Reportagem de Jamil Chade no jornal O Estado de S.Paulo.
O Brasil é o país onde mais se mata ativistas de direitos humanos, alerta a organização inglesa Business & Human Rights Resource Center, uma das principais referências internacionais na coleta de dados sobre esse tipo de crime. No ano passado, 290 pessoas foram vítimas de algum tipo de ataque no mundo – um em cada seis foram contra lideranças brasileiras.
Em 2017, o Brasil registrou 49 casos de ataques – com 43 mortes, quase todos no interior do País em disputas ambientais, por terras indígenas ou mineração. Outras três pessoas foram alvo de intimidação e outras três, de espancamento.
O número supera o de outros países latino-americanos, como México (44), Peru (39) e Colômbia (38). Estão também abaixo do Brasil países como Filipinas, Guatemala ou Índia.
O Brasil também liderou em número de ataques os registros entre 2015 e o ano passado. Foram 111 vítimas em apenas três anos, ante 96 na Colômbia e 90 no México. No total, em três anos, a entidade registrou 684 ataques contra defensores de direitos humanos pelo mundo.
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