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Unesco inclui três locais brasileiros em rede de memória da escravidão

Cais do Valongo na região portuária do Rio de Janeiro
Cais do Valongo, na região portuária do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil.

O Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, a Sociedade Protetora dos Desvalidos, em Salvador, e a Serra da Barriga, em Alagoas, passaram a integrar uma rede da Unesco dedicada à história e à memória da escravidão e do tráfico de pessoas escravizadas. A candidatura brasileira foi apresentada pelo Ministério das Relações Exteriores. As informações são da Agência Brasil.

O Cais do Valongo preserva vestígios de um dos principais pontos de desembarque de africanos escravizados nas Américas e já é Patrimônio Mundial desde 2017. A Sociedade Protetora dos Desvalidos, fundada em 1832 por homens negros livres, mantém uma trajetória de organização e solidariedade. Na Serra da Barriga, em União dos Palmares, fica o Parque Memorial Quilombo dos Palmares, ligado à resistência à escravidão.

Criada em 2024, a rede promove preservação, pesquisa, educação e intercâmbio entre os lugares de memória, com participação das comunidades locais. Para a representante da Unesco no Brasil, Marlova Jovchelovitch Noleto, a inclusão ajuda a transmitir essa história às novas gerações e a compreender os efeitos duradouros da escravidão, como o racismo estrutural e as desigualdades.