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“Honrar essas pessoas”: Unicamp faz defesa inédita de tese após morte de aluna e orientadora

Carla Vendramin e Silvia Geraldi lado a lado
Carla Vendramin e a professora Silvia Geraldi lado a lado – Foto: Redes sociais/Marisa Lambert

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) realizou na segunda-feira (24) sua primeira defesa póstuma de doutorado após a morte da pesquisadora Carla Vendramin e de sua orientadora, a professora Silvia Geraldi. A banca aprovou a tese Compostagem como prática performativa: processos imersivos em dança e permacultura, apresentada na Casa do Lago, do Instituto de Artes. Com informações do g1.

Vendramin morreu aos 51 anos, em 16 de janeiro de 2024, após um incêndio em sua casa em Porto Alegre. Ela já havia depositado a tese para avaliação quando morreu. Geraldi, que defendia a publicação do trabalho no repositório da universidade, morreu aos 61 anos, em 6 de julho de 2025, em Campinas. A falta de um protocolo para o caso levou a Unicamp a criar um procedimento interno para viabilizar a defesa.

Professoras, amigos e familiares construíram uma banca diferente do modelo convencional, com performances, leitura de trechos da pesquisa, flores, bambus e referências à palhaça Malagueta, personagem da trajetória artística de Vendramin. O estudo aproxima dança, agrofloresta, cultivo de bambu e práticas corporais para discutir hábitos sustentáveis e a relação das pessoas com o ambiente. Com a aprovação, a universidade vai disponibilizar a tese em seu repositório institucional e prevê sua publicação.