Universidade americana desiste de ação contra repórter do ‘Estado’ que acompanhava JB
A Universidade Yale e a Promotoria de New Haven, no Estado americano de Connecticut, desistiram nesta sexta-feira, 4, de levar adiante suas acusações contra a jornalista Cláudia Trevisan, correspondente do Estado em Washington , por suposta invasão de propriedade privada. Diante dessas novas decisões, o tribunal local determinou que seja imediatamente apagado o registro policial sobre a prisão da repórter, ocorrida em 28 de setembro.
“Com a decisão do tribunal, posso deixar o incidente para trás e focar no meu trabalho como jornalista”, afirmou Cláudia Trevisan, ao comentar o desfecho do episódio. “Quero deixar de ser notícia e voltar a cobrir notícias. Há coisas mais absurdas do que a minha prisão ocorrendo nos Estados Unidos, como o fechamento do governo federal e o risco de suspensão de pagamento da dívida.”
A jornalista recebeu voz de prisão quando tentava localizar, na Universidade Yale, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa. O magistrado brasileiro participaria do Seminário Constitucionalismo Global 2013, no Woolsey Hall, um auditório de propriedade de Yale. Cláudia havia antecipadamente conversado sobre sua missão de abordar Barbosa com o próprio presidente ministro e com a diretora de Comunicações da Escola de Direito, Janet Conroy, a quem afirmara que esperaria o final do evento na calçada.
Ao ingressar no Woolsey Hall para checar com um policial se o evento se daria ali, a jornalista teve seu passaporte apreendido pelo agente e recebeu voz de prisão. Claudia foi algemada, com as mãos nas costas, e mantida dentro de um carro policial por uma hora. Depois, foi transportada à delegacia de polícia de New Haven, onde permaneceu por quase quatro horas em uma cela, sem o direito de se comunicar com ninguém. Ela foi liberada graças ao empenho do Itamaraty, em especial da embaixada brasileira em Washington e do consulado em Hartford.
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