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Cinto no banco de trás ainda é ignorado por quase metade dos brasileiros

Imagem ilustrativa

O uso do cinto de segurança no banco traseiro continua abaixo do registrado entre motoristas e passageiros da frente no Brasil. A Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, do IBGE, apontou que 79,7% dos brasileiros usavam sempre o equipamento no banco dianteiro, ante 54,6% no traseiro. Entre jovens de 18 a 29 anos, a taxa atrás caía para 44,7%.

As câmeras com inteligência artificial instaladas na Raposo Tavares, na entrada de São Paulo, registraram 1.386 autuações por falta de cinto no primeiro mês de operação: 779 envolveram motoristas e 607, passageiros. Na região de Ribeirão Preto, um radar do mesmo tipo identificou cerca de 17 mil infrações por falta do equipamento entre julho e novembro do ano anterior.

O passageiro sem cinto no banco de trás pode atingir quem está à frente em uma colisão frontal. Um estudo com acidentes graves nos Estados Unidos indicou que um motorista corretamente afivelado teve 137% mais chance de morrer quando o ocupante logo atrás estava sem o equipamento. Para a psicóloga Alessandra Sant’Anna Bianchi, da UFPR, muitas pessoas conhecem a importância do cinto, mas não percebem o risco em trajetos curtos e cotidianos.