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Uso de IA no governo ganha espaço em 2025

Ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck Imagem: Reprodução

O debate sobre o uso de inteligência artificial no setor público avançou em 2025. A pressão para modernizar serviços e analisar bases de dados maiores levou diferentes órgãos a discutir como adotar IA sem abrir mão de transparência. A intenção é usar ferramentas automatizadas para melhorar a eficiência, mas com supervisão humana rigorosa.

Técnicos envolvidos afirmam que ainda há cautela em relação a vieses, erros de classificação e proteção de dados. Por isso, grupos internos trabalham em diretrizes que definem limites, usos permitidos e padrões de auditoria. A construção dessas regras inclui contribuições de especialistas independentes e consultas abertas.

Há interesse crescente em aplicar IA em áreas de baixo risco, como triagem de informações, atendimento preliminar e análises estatísticas. Gestores reconhecem que os ganhos podem ser relevantes, desde que acompanhados por responsabilidade técnica. O equilíbrio entre inovação e segurança segue como ponto central.

O governo deve divulgar novas orientações nos próximos meses, consolidando discussões iniciadas ainda no começo do ano. A previsão é de uma adoção gradual, com testes controlados e expansão somente após avaliações de impacto. Em setembro deste ano, o Governo Federal anunciou que pretendia investir R$ 23 bilhões em uma política de Inteligência Artificial inclusiva, soberana, ética e centrada nas pessoas. Foi o que afirmou a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, durante a abertura do Painel Telebrasil 2025, realizado em setembro, em Brasília.