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Hífen ainda confunde brasileiros; veja as principais regras e exceções

Hífen e travessão escritos em superfície clara
Imagem ilustrativa

O uso do hífen depende, principalmente, da última letra do prefixo e da primeira letra do elemento seguinte. Quando o prefixo termina em vogal e a segunda parte começa por uma vogal diferente, a regra geral dispensa o sinal: autoescola, infraestrutura, extraoficial, semiautomático e antiaéreo são escritos juntos.

O hífen costuma permanecer quando há repetição da vogal, como em anti-inflamatório, micro-ondas, contra-ataque, semi-interno e arqui-inimigo. Há exceções: os prefixos co-, pre-, re- e pro-, quando não têm acento, normalmente se unem à palavra seguinte, a exemplo de coordenar, reescrever, preestabelecer e cooperação. O sinal também é mantido antes de H, em formas como anti-herói, extra-humano e super-homem.

Palavras compostas podem levar hífen quando formam uma unidade de sentido, caso de guarda-chuva, segunda-feira, conta-gotas, beija-flor e couve-flor. Outras formas se consolidaram sem o sinal após o Acordo Ortográfico, como paraquedas, paraquedista e mandachuva. Hífen e travessão têm funções diferentes: o primeiro integra palavras, enquanto o segundo pode introduzir falas ou destacar informações em uma frase. Em caso de dúvida, a consulta ao Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) ajuda a confirmar a grafia correta.