Vacina experimental contra HIV em dose única gera anticorpos em testes com animais

Pesquisadores dos Estados Unidos testaram uma vacina experimental contra o HIV em dose única e observaram que o imunizante induziu a produção de anticorpos específicos algumas semanas após a aplicação. O estudo foi publicado na revista Nature Immunology e chamou atenção por apontar a possibilidade de um esquema de vacinação mais simples para uma doença que ainda não tem vacina aprovada.
A candidata, chamada WIN332, foi desenvolvida por cientistas do Instituto Wistar com foco em um alvo da proteína de superfície do HIV conhecida como Env. Dentro dessa proteína, os autores destacam uma região chamada Glicano V3, descrita como menos variável entre diferentes linhagens do vírus. A ideia é “ensinar” o sistema imunológico a mirar em uma parte que muda menos, aumentando a chance de responder a variantes em circulação.
Nos testes em macacos rhesus, a vacina foi associada a uma resposta imune descrita como moderada, com anticorpos que reconheceram formas do vírus semelhantes às encontradas fora do ambiente experimental, um ponto considerado relevante na pesquisa. O trabalho também cita que o HIV muda com frequência, o que dificulta a criação de um imunizante eficaz, e que o vírus afeta células importantes para coordenar a resposta imune, além de conseguir se esconder em reservatórios de difícil acesso.
