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Vai fechar? Pão de Açúcar tem prejuízo e admite risco de “continuidade operacional”

O CEO do GPA (Grupo Pão de Açúcar), Alexandre Santoro. Foto: Reprodução

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) afirmou, em nota explicativa do balanço do quarto trimestre de 2025, que a continuidade dos negócios no Brasil pode estar ameaçada. O documento diz que, “apesar de melhora nos principais indicadores operacionais, bem como geração positiva recorrente de caixa operacional, a companhia continua apurando prejuízo no período”.

O grupo fechou o ano com R$ 20,6 bilhões em faturamento, 728 lojas e 37 mil empregados, mas registrou déficit de capital circulante de R$ 1,224 bilhão. Por isso, o GPA afirma que as condições podem levantar dúvidas “sobre a continuidade operacional da companhia”.

Segundo o CEO Alexandre Santoro, que assumiu há dois meses, a empresa herdou compromissos elevados, incluindo contingências trabalhistas e fiscais estimadas em R$ 17 bilhões, além do impacto da Selic em 15% ao ano sobre as dívidas. “Uma companhia com a operação, a marca e a posição de mercado que o GPA possui não pode permanecer anos sem gerar caixa”, afirmou.

Para enfrentar o cenário, o GPA anunciou corte no plano de investimentos para R$ 350 milhões, redução de despesas, venda de imóveis ociosos e prioridade na renegociação de dívidas. “Trabalhamos iniciativas para buscar trocas de garantias para reduzir o custo financeiro e uma evolução nas negociações de rolagem da dívida”, disse Santoro.