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Varas, bastões e ervilhas: como funcionavam os despertadores humanos

Despertadora usando uma zarabatana para acordar seu cliente. Reprodução

Durante a Revolução Industrial no Reino Unido, trabalhadores contratavam os chamados knocker uppers, ou despertadores humanos, para não perder o horário nas fábricas. Como os relógios com alarme ainda eram caros e pouco confiáveis, esses profissionais percorriam ruas de cidades como Manchester, Leeds, Sheffield e Londres para chamar os clientes antes do turno. Com informações de g1.

Munidos de varas, bastões ou tubos para lançar ervilhas secas, eles batiam nas janelas e só deixavam o local após receber alguma resposta. A historiadora Arunima Datta, da Universidade do Norte do Texas, afirma que os despertadores humanos muitas vezes começavam a trabalhar às 3h e também percebiam situações incomuns nas ruas enquanto a maior parte da população dormia.

A profissão perdeu espaço na década de 1920, quando os despertadores domésticos se tornaram mais acessíveis. Antes deles, as pessoas também usavam o canto do galo, sinos de igrejas, relógios de vela, incenso e mecanismos de água para marcar a hora de acordar.