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Salário, estrutura e torcida: por que jogadores profissionais têm sido atraídos pela várzea

Caiuby durante partida pelo São Caetano
Caiuby em partida pelo São Caetano na Série A4 do Campeonato Paulista. Foto: Reprodução

O futebol de várzea tem atraído jogadores profissionais, sobretudo atletas de clubes menores, ao oferecer cachês por partida, premiações e uma estrutura que rivaliza com a de equipes das divisões inferiores. Em alguns casos, os jogadores mantêm vínculo com clubes profissionais e atuam no amador para complementar a renda; em outros, deixam o circuito profissional para se dedicar aos campeonatos de bairro.

O dono do São Caetano, Jorge Machado, afirma que a várzea virou a principal concorrente dos clubes pequenos na disputa por atletas. Segundo ele, equipes da Quarta Divisão e da Copa Paulista não conseguem pagar mais de R$ 5 mil ou R$ 6 mil mensais.

O atacante Caiuby, que passou pelo São Caetano e atua no Grêmio Prudente, diz que um jogador com nome na várzea pode superar R$ 10 mil mensais ao jogar nos fins de semana e em partidas durante a semana.

Além do dinheiro, campos cheios e torcidas mobilizadas pesam na decisão dos atletas. Caiuby relata que partidas de divisões menores frequentemente ocorrem em estádios vazios, enquanto jogos amadores têm clima de decisão. A Super Copa Pioneer, uma das principais competições da várzea paulista, reúne medalhões e atrai cerca de 400 mil pessoas ao longo de três meses.