Gás tóxico deixa centenas de pessoas sob atendimento médico em Manaus

Bombeiros e órgãos ambientais combatem há mais de 70 horas um vazamento de gás tóxico em uma empresa do Polo Industrial de Manaus. O problema envolve monômero de estireno, produto químico altamente inflamável e tóxico usado na indústria petroquímica. A Innova, responsável pelos reservatórios, afirmou que a substância estava armazenada em forma líquida e sofreu elevação anormal de temperatura, o que liberou vapores.
Neste sábado (18), os bombeiros intensificaram o lançamento de água para acelerar o resfriamento do tanque e passaram a fazer a sucção interna da substância, segundo o governo do Amazonas. A temperatura interna segue monitorada. O gás já não aparecia pelas válvulas de segurança, e o odor forte diminuiu. O químico Armando Santarém, da Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade de Manaus, disse que ainda não há definição sobre a causa do aumento de temperatura: “Por analogia, o processo que ocorreu lá é semelhante ao que ocorre em uma panela de pressão. Aquela válvula foi uma válvula de escape realmente, para não gerar explosão”.
A vistoria identificou fissuras na bacia de contenção que recebe a água usada no resfriamento do tanque. Análises iniciais apontaram indícios de contaminação por estireno em córregos e no solo no entorno da fábrica. O governo do Amazonas e a prefeitura de Manaus multaram a empresa em mais de R$ 20 milhões por crimes ambientais. Ao todo, 414 pessoas buscaram atendimento médico após o vazamento, e duas continuam internadas. A empresa pediu desculpas e afirma que colabora com as investigações.
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