A verdade sobre transtornos alimentares em pessoas vegetarianas e veganas

Uma revisão sistemática com meta-análise de 24 estudos, que reuniu 25.223 pessoas, não encontrou diferença geral significativa nos sintomas de transtornos alimentares entre vegetarianos ou veganos estritos e pessoas que consomem carne. Os trabalhos avaliaram relatos de restrição alimentar, compulsão, perda de controle nas refeições e angústia com peso ou forma corporal.
Os resultados dos estudos analisados variaram: alguns apontaram mais sintomas entre vegetarianos e veganos, outros registraram menos sintomas e parte não identificou diferença. A conclusão não exclui a possibilidade de vegetarianismo ou veganismo coexistirem com um transtorno alimentar, mas indica que o tipo de dieta, isoladamente, não permite avaliar a saúde psicológica de uma pessoa.
Os pesquisadores defendem que profissionais observem a motivação para a mudança alimentar, o grau de flexibilidade e possíveis sinais de sofrimento. Restrições que surgem de forma repentina, acompanhadas de perda de peso, medo de comer, sigilo ou cortes crescentes de alimentos exigem atenção. Todos os estudos avaliados foram transversais, o que impede determinar se a dieta antecedeu os sintomas ou se pessoas com sintomas passaram a adotar esses padrões alimentares.
