Vendedor de capinha foi assassinado pela máfia chinesa após pagar R$ 150 mil

O assassinato do comerciante chinês Zhenhui Lin, em janeiro de 2015, revelou a atuação do Grupo Bitong, uma ramificação da máfia chinesa que extorque lojistas na região da 25 de Março, em São Paulo. Segundo a investigação, Zhenhui foi executado após se recusar a continuar pagando propina de R$ 30 mil mensais exigida pela organização liderada por Liu Bitong, preso na última segunda-feira (16).
Zhenhui Lin começou a ser ameaçado pelo grupo em 2014 e chegou a pagar entre cinco e seis parcelas de R$ 30 mil, totalizando até R$ 150 mil, antes de se recusar a continuar.
“A máfia chinesa é responsável pela venda de capas de celulares. Quem quer vender deve pagar uma quantia para a máfia; caso contrário, é morto”, disse uma testemunha protegida à Polícia Civil.
O grupo criminoso, focado na venda de capinhas de celular, controla o comércio local por meio de ameaças e extorsões, mirando especialmente comerciantes chineses. Documentos obtidos pela investigação apontam que todos os envolvidos são naturais da Província de Fujian, na China, assim como parte de suas vítimas. Muitos membros da organização se conheciam desde a infância, fortalecendo os vínculos dentro do esquema criminoso.
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