Verissimo: “Neymar caiu do pedestal e rolou pelo chão, cuidando para não desmanchar o penteado”
Crepúsculo dos Deuses seria um título adequadamente wagneriano para essa Copa. Divindades caíram dos seus pedestais. Cristiano Ronaldo estreou espetacularmente, marcando os três gols que entusiasmaram Portugal no seu primeiro jogo, contra a Espanha.
Depois caiu, lamentando não jogar num time de ‘cristianos ronaldos’ que, pelo menos, lhe devolvessem a bola redonda como ele merecia.
Messi caiu se perguntando “o que é que eu estou fazendo, jogando por um país que não é o meu, quando eu poderia estar em Barcelona, comendo presunto pata negra com jerez, vendo a Copa na TV e torcendo pela Espanha?”
Neymar caiu do seu pedestal e rolou pelo chão, cuidando para não desmanchar o penteado, e pensando “acham que é fácil simular contusão? E os anos de laboratório gestual?”
Suárez caiu cantarolando Saudade do Cavani. Uma categoria de deuses não exatamente caídos, mas que também já estão numa zona crepuscular, é a dos que se despedem sem mais pernas, mas com dignidade.
Maior exemplo: Iniesta, da Espanha. (…)

