Veríssimo: O Gilmar Mendes é ‘redículo’
O Globo:
(…)
Ou então… Fiquei pensando em como “redículo” poderia ser adotado para descrever o que transcende o ridículo. “Redículo” seria o ridículo extrapolado, o ridículo além do ridículo. Como a história improvável do Brasil nos últimos anos, e no que esta história vai dar se as projeções eleitorais para 2018 estiverem certas, e a decisão final seja entre Lula e Bolsonaro ou entre Bolsonaro e qualquer outro.
O golpe contra Dilma que não ousou dizer seu nome foi “redículo”. O Supremo Federal teve suas recaídas no “redículo”. O Gilmar Mendes é “redículo”. O Congresso Nacional foi repetidamente “redículo”. O Temer é cada vez mais “redículo”.
Diante de uma eleição como promete ser a próxima, não encontraremos a palavra certa ou reduziremos tudo a um “redículo” no pior sentido. Ou então, como a menininha de Belém diante do aviário, nos maravilharemos com o espetáculo. Se houver eleição, apesar de tudo, será sinal de que nossa frágil democracia resistiu ao “redículo” terminal.
