Amarração amorosa de R$ 41 mil pode custar cargo e direitos políticos de vice-prefeita; entenda

A vice-prefeita de Ribeira (SP), Juliana Maria Teixeira da Costa, está afastada do cargo desde agosto de 2025 após denúncia do Ministério Público de São Paulo. A promotoria acusa a política de usar R$ 41,2 mil de verba pública para contratar uma mãe de santo para um ritual de amarração amorosa.
O MP-SP atribui a Juliana crimes como associação criminosa, fraude à licitação, uso de documento ideologicamente falso e peculato. Os advogados Thyago Garcia e Matheus Tamada, que não atuam no caso, avaliaram que uma eventual condenação pode gerar efeitos nas esferas penal, administrativa, civil e eleitoral.
Garcia afirmou que, caso a Justiça confirme todas as acusações, a soma das penas poderia chegar a aproximadamente 12 anos de reclusão, sem considerar agravantes. Tamada apontou que, em tese, uma condenação superior a oito anos pode levar ao regime inicial fechado, a depender da análise do magistrado responsável pelo processo.
A denúncia também inclui Lauro Olegário da Silva Filho, então coordenador municipal de Saúde, e Willian Felipe da Silva, proprietário da empresa W.F. Da Silva Treinamentos, contratada pela prefeitura. Segundo o MP-SP, os acusados teriam integrado uma associação criminosa entre 2021 e 2024 para fraudar licitações da saúde, usar notas fiscais falsas e desviar dinheiro.
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