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“São 11 anos sem respostas”, diz pai após prisão de suspeito de matar a filha

Victoria Mafra Natalini
Victoria Mafra Natalini – Foto: Reprodução

O pai de Victoria Natalini, morta aos 16 anos durante uma excursão escolar em Itatiba, no interior de São Paulo, disse que ainda busca respostas 11 anos após o crime. João Carlos Natalini se manifestou após a prisão temporária de um homem identificado como Francisco, que já havia sido apontado como suspeito na época da morte da adolescente, em setembro de 2015. “São 11 anos de saudade, de perguntas sem resposta e de esforço para esclarecer o que aconteceu”, afirmou.

O DHPP prendeu Francisco por suspeita de crimes sexuais contra duas crianças, sem relação direta comprovada com o homicídio de Victoria. Segundo a polícia, duas irmãs relataram abusos que teriam ocorrido quando elas tinham 7 e 8 anos, em período próximo ao assassinato. Os investigadores ainda procuram indícios que liguem o homem à morte da estudante. A investigação, que havia sido arquivada, foi reaberta após pressão da família.

Victoria desapareceu após se afastar do grupo para ir ao banheiro durante a excursão. Seu corpo foi encontrado na manhã seguinte, depois que o pai acionou um helicóptero da Polícia Militar para auxiliar nas buscas. Uma segunda perícia do IML concluiu que ela foi assassinada por asfixia mecânica. Em fevereiro deste ano, o STJ condenou a escola a pagar R$ 1 milhão por danos morais, após considerar que houve uma “sucessão de falhas” e negligência no dever de cuidado.