Vida pode ter existido em Marte no passado, diz novo estudo da Nasa

Cientistas da Nasa divulgaram novos dados que reforçam a hipótese de que Marte pode ter abrigado vida no passado. A pesquisa analisou matéria orgânica encontrada pelo robô Curiosity em uma rocha sedimentar da Cratera Gale e concluiu que os compostos detectados não foram explicados por processos não biológicos conhecidos. As amostras continham decano, undecano e dodecano, moléculas que, na Terra, costumam estar associadas à degradação de ácidos graxos produzidos por organismos vivos.
O estudo avaliou hipóteses como a chegada de compostos orgânicos por meteoritos e reações geológicas espontâneas, mas apontou que esses mecanismos não explicam a quantidade encontrada. Publicado em 4 de fevereiro na revista científica Astrobiology, o trabalho combinou experimentos de radiação, modelagens matemáticas e dados coletados pelo robô para estimar quanto material orgânico existia antes de milhões de anos de exposição à radiação cósmica na superfície marciana.
Os resultados indicam que a quantidade original de matéria orgânica era significativamente maior do que a esperada em cenários não biológicos, o que torna plausível a contribuição de formas de vida antigas. A pesquisa se soma a outras evidências de que Marte já teve grandes volumes de água líquida e ambientes estáveis, condições consideradas essenciais para o surgimento e a preservação de compostos orgânicos ao longo do tempo.
