VÍDEO: Argentina que chamou homem de “macaco” no Rio admite ter sido racista

A advogada argentina Agostina Páez, ré sob acusação de injúria racial no Rio de Janeiro, publicou nesta quarta-feira (11) um vídeo em que pede desculpas publicamente e admite pela primeira vez ter cometido um erro ao agir de forma racista contra funcionários de um bar em Ipanema. “Sei que não cometi um pequeno erro. Minha reação foi muito grave. Assumo minha responsabilidade e estou pagando as consequências disso”, disse.
O caso ocorreu em janeiro. Vídeo mostra a advogada chamando uma funcionária de “mono” (“macaco”, em espanhol) e fazendo gestos que imitavam o animal. Até então, a defesa negava caráter racista. Agora representada pela advogada Carla Junqueira, Páez afirmou: “Por ignorância, eu não entendia o que era o racismo. Agora entendo como isso é doloroso, é algo violento”.
Páez cumpre prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica e está proibida de deixar o Brasil. A defesa pretende pedir que ela responda ao processo na Argentina, citando precedentes. O crime de injúria racial tem pena de dois a cinco anos de prisão. O Tribunal de Justiça informou que a ação está em segredo de Justiça.
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