VÍDEO: MPF denuncia executivo chileno por homofobia e racismo em voo da Latam

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o executivo chileno Germán Naranjo Maldini, preso preventivamente após fazer ofensas racistas e homofóbicas durante o voo LA8070 da Latam, que partiu de São Paulo com destino a Frankfurt, na Alemanha, em 10 de maio. Segundo o órgão, ele responderá por atentado contra a segurança de transporte aéreo, injúria racial, desacato, resistência à prisão e ameaças contra agentes da Polícia Federal. A prisão foi cumprida em 15 de maio, quando ele desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos após retornar da viagem.
De acordo com a investigação, o passageiro tentou abrir a porta da aeronave durante o voo e passou a ofender tripulantes. Entre as declarações registradas em vídeo estão: “Ele é gay”, “É um problema, para mim, ser gay”, “A pele negra. O que mais… o cheiro de negro brasileiro. Cheiro de brasileiro” e “Esse aí eu não conheço. Você, negro, macaco, eu não conheço. Macacos ficam nas árvores”. O MPF também afirma que ele fez novas ofensas racistas contra funcionárias da sala VIP da Latam em Guarulhos e ameaçou policiais durante a condução à delegacia.
Em comunicado divulgado após a prisão, a defesa informou que Maldini “faz tratamento psiquiátrico há mais de 13 anos, possui histórico de internações relacionadas à saúde mental e faz uso contínuo de medicação controlada”. O executivo também divulgou um pedido público de desculpas, afirmando: “Eu acredito em todos os seres humanos. Eu os amo sem diferenças. Eu acredito no amor sem diferenças. Eu só ajudei pessoas durante toda a minha vida, sem diferenças. Fiquei chocado pelas minhas palavras no vídeo. Isso não reflete o que eu acredito”. A empresa chilena Landes anunciou o afastamento preventivo do executivo e declarou que condena “de maneira categórica e sem nuances qualquer ato de discriminação, racismo ou homofobia”.
