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VÍDEO – “Sangue como de pessoa morta”: vítima de bebida adulterada relata drama ao ficar cega

A designer de interiores Rhadarani Domingos, de 40 anos. Foto: Reprodução

A designer de interiores Rhadarani Domingos, de 40 anos, ficou cega após beber três caipirinhas em um bar de São Paulo. Ela relatou que precisou de diálise depois da intoxicação por metanol e afirmou que seu sangue estava “como de uma pessoa morta”. A paciente passou dias internada em UTI, intubada e em estado grave.

Segundo o relato, a bebida não apresentava sabor estranho ou sinais de adulteração. A vítima contou que sofreu convulsões e perdeu totalmente a visão. O médico Fávio Ejzenbaum, que atendeu o caso, disse que o quadro é grave e que a paciente não enxerga sequer a luz. Ele alertou que os sintomas da intoxicação podem surgir até dois dias após o consumo.

A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas registrou nove casos de intoxicação por bebidas adulteradas em São Paulo em setembro, com duas mortes confirmadas. As autoridades sanitárias reforçam que o consumo seja restrito a produtos de fabricantes autorizados, com rótulo e selo fiscal. O metanol é altamente tóxico e pode causar cegueira, convulsões e até a morte.