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Vídeos curtos sobrecarregam mais os olhos do que leitura no celular, aponta estudo

Pessoas mexendo no celular
Imagem Ilustrativa – Robin Worrall/Unsplash

Um estudo realizado na Índia analisou o impacto do tipo de conteúdo consumido no celular sobre a saúde ocular. Ao comparar leitura de e-books, vídeos convencionais e vídeos curtos e dinâmicos das redes sociais, os pesquisadores identificaram maior sobrecarga visual nos conteúdos rápidos, com maior variação no diâmetro da pupila e redução da frequência de piscadas, indicadores associados à fadiga ocular digital. Com informações da Galileu.

Publicado no “Journal of Eye Movement Research”, o estudo acompanhou 30 jovens adultos durante uma hora de uso contínuo do smartphone. Para a análise, foi desenvolvido um sistema portátil com câmera infravermelha e microprocessador, capaz de medir em tempo real a taxa de piscadas, o intervalo entre elas e o tamanho da pupila, sem interferir no uso natural do aparelho.

Segundo o oftalmologista Lucas Zago, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia, “a fadiga ocular, clinicamente chamada de astenopia, é um conjunto de sintomas que surge quando o sistema visual fica sobrecarregado por esforço contínuo”. Ele explica que vídeos curtos, comuns em plataformas como Instagram, TikTok e YouTube, exigem adaptações constantes de brilho e foco, o que favorece o cansaço visual em comparação a conteúdos mais estáticos.