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Vigia que colocou fogo em creche sofria de distúrbio psiquiátrico há pelo menos três anos

Damião Soares dos Santos

Do Estado de Minas

O laudo que traçou o perfil psicológico do vigia Damião Soares dos Santos, de 50 anos, mostrou que ele sofria de disfunção de consciência e tinha delírios persecutórios. Em 2014, chegou a procurar o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para pedir ajuda, pois afirmava que estaria sendo envenenado pela própria mãe. O caso foi analisado e foi recomendado a ele a procura de tratamento mental. Mesmo com a constatação, a Polícia Civil descarta que o funcionário tenha tido um surto psicótico no ataque contra a creche Gente Inocente, em Janaúba, no Norte de Minas, que deixou nove mortos e 41 feridos. O crime é tratado como premeditado no inquérito.

A Polícia Civil está elaborando um documento com algumas avaliações preliminares que vão compor o inquérito. As investigações iniciais, segundo a corporação, mostram que o suspeito sofria transtornos mentais, que foram detectados em 2014, a partir de uma avaliação de um profissional especializado. Ele possuía disfunção de consciência, por isso foi sugerido a ele o acompanhamento psiquiátrico. Porém, as apurações ainda não encontraram nenhum registro de consulta médica, receita e elementos que comprovassem o uso de medicação.

A Polícia Civil está elaborando um documento com algumas avaliações preliminares que vão compor o inquérito. As investigações iniciais, segundo a corporação, mostram que o suspeito sofria transtornos mentais, que foram detectados em 2014, a partir de uma avaliação de um profissional especializado. Ele possuía disfunção de consciência, por isso foi sugerido a ele o acompanhamento psiquiátrico. Porém, as apurações ainda não encontraram nenhum registro de consulta médica, receita e elementos que comprovassem o uso de medicação.

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Damião trabalhava no período noturno, em regime de 12 por 36 horas, e não tinha contato com as crianças, segundo o prefeito Carlos Isaildon Mendes. “Em momento algum poderíamos imaginar que ele causaria uma tragédia dessas”, disse. Segundo ele, o vigia ficou três meses de férias, por ter períodos acumulados. O homem chegou a conversar com a diretora por telefone nesta semana e disse que ele estava bem. Questionado sobre o fato de o homem continuar na função mesmo com problemas psicológicos, o chefe do Executivo municipal foi enfático. “Eu preciso deixar claro para o Brasil e para o mundo que ontem, em uma reunião com a polícia, foi dito que todas as investigações foram feitas. E trata-se de uma tragédia totalmente imprevisível e nenhuma autoridade poderia imaginar o que aconteceu”, completou.

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