Vigia que trabalhou para Eike Batista vai à Justiça contra o empresário

Um vigia que prestou serviços por cinco anos na casa de Eike Batista levou o caso à Justiça para reconhecer vínculo de emprego e receber verbas trabalhistas. Ele afirmou ter sido contratado para atuar como vigia noturno, mas disse que trabalhava também em feriados sem qualquer adicional.
Segundo o processo, suas funções iam além da vigilância: dirigia veículos do empresário, levava e buscava a esposa de Eike e acompanhava o filho mais velho em compromissos noturnos.
O trabalhador alegou acúmulo de funções e pediu que esse ponto fosse reconhecido. Também solicitou gratuidade da Justiça, afirmando não ter condições de arcar com custas e honorários. No processo, informou estar desempregado e portador de diabetes tipo 2, o que agravava sua situação financeira.
A Vara do Trabalho reconheceu o vínculo de emprego, mas rejeitou o pedido de acúmulo de função e a gratuidade. A defesa do vigia recorreu e o caso chegou ao Tribunal Superior do Trabalho. O TST analisou a situação econômica dele e decidiu conceder o benefício da justiça gratuita.
