Violência contra ambientalistas no Brasil é chocante, diz relatório
O Brasil é o país mais perigoso do mundo para ativistas ambientais e que defendem o direito do uso da terra. Um relatório da organização Global Witness revelou que, entre 2002 e 2013, pelo menos 908 ativistas foram assassinadas em 35 países.
O relatório publicado em abril mostrou que a grande maioria desses assassinatos ocorreu no Brasil – 448. Entre eles estão o do ambientalista José Cláudio Ribeiro da Silva e sua esposa, Maria do Espírito Santo da Silva, executados em 2011 no Pará. E a morte da missionária Dorothy Stang, assassinada em 2005 também no Pará.
Em segundo lugar no ranking está Honduras, com 109 mortes, seguida das Filipinas, com 67. Segundo a instituição, 68% dos assassinatos ocorridos no Brasil em 2012 foram causados por conflitos de terra, ligados ao desmatamento na região Amazônica. Apenas 10% dos casos chegam aos tribunais e apenas 1% resultou em condenação dos autores do crime. Os estados mais violentos nesse caso são Pará e Mato Grosso do Sul.
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