Mulher que sobreviveu a 17 facadas do ex reconstrói a vida e faz alerta sobre violência doméstica

Miriam Maria da Silva, de 49 anos, sobreviveu a 17 facadas dadas pelo ex-companheiro em Ribeirão Preto (SP), em julho de 2016. Uma das facadas perfurou seu pulmão, e ela ficou uma semana internada. Dez anos depois, a merendeira escolar afirma que reconstruiu a vida e aprendeu a não assumir a culpa pela violência que sofreu.
Após deixar o relacionamento, Miriam passou cerca de três meses sob ameaças e chegou a ir ao trabalho escoltada por policiais. No dia do ataque, ela correu ao ver o ex com uma faca, mas caiu na rua e foi agredida. Depois da alta hospitalar, enfrentou pesadelos, medo de pessoas se aproximarem e fez tratamento psicológico e psiquiátrico. O homem foi preso com base na Lei Maria da Penha.
Com o apoio dos filhos, tratamento e espiritualidade, Miriam diz que compreendeu que não poderia se responsabilizar pelo crime. “A gente tem que carregar o que é da gente. Cada um carrega o que é seu.” Ela também alerta outras mulheres para reconhecerem os primeiros sinais de agressão: “Na primeira agressão, no primeiro tapa, na primeira palavra alta. Aquilo ali já é um sinal.”
