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Policiais deixaram pedreiro agonizando após abordagem violenta

Pedreiro Francisco Chagas Fontenele foi atingido quando saía para ir trabalhar, durante ação da polícia em baile funk, na zona sul de São Paulo
Francisco Chagas Fontenele, morto durante uma ação policial no Capão Redondo. (Foto: Reprodução/TV Bandeirantes)

A filha do pedreiro Francisco Chagas Fontenele, de 56 anos, acusa a Polícia Militar de dificultar o socorro ao pai. Agentes mataram Francisco durante uma ação no Capão Redondo, zona sul de São Paulo. Milena Fontenele, profissional da saúde, tentou ajudar, mas os policiais a impediram. “Eles fizeram uma barricada e não deixaram ninguém encostar nele”, disse ela, emocionada.

Um tiro de fuzil atingiu o pedreiro no abdômen quando ele saía para trabalhar. Milena percebeu a gravidade ao notar a ausência de sangue, o que indicava hemorragia interna. Porém, ela afirma que os policiais a impediram de checar os sinais vitais do pai. Além disso, teriam mentido para acalmá-la, dizendo que Francisco havia levado um tiro no pé e estava bem.

Após muita insistência, a família finalmente conseguiu levar Francisco ao hospital, mas ele já chegou morto. A PM alega que um motociclista atirou primeiro contra os agentes. Milena, no entanto, rebate: “Meu pai tem oito hérnias de disco, não consegue nem correr. Cadê a arma que encontraram com ele?”.