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Armas e disputas locais alimentam violência política no Brasil, diz socióloga

Angela Alonso, socióloga da Universidade de São Paulo
Angela Alonso, socióloga da Universidade de São Paulo. Foto: Reprodução

O Brasil registrou 760 assassinatos de políticos e ativistas ligados a conflitos políticos entre 2003 e 2023, segundo estudo liderado pela socióloga Angela Alonso, da Universidade de São Paulo (USP). A pesquisa aponta que 60% das vítimas não ocupavam cargo político nem concorriam a eleições quando foram mortas. Com informações de bbc.com.

Para Alonso, a violência não se explica apenas pela polarização nacional entre lulistas e bolsonaristas. Disputas pelo poder em municípios pequenos, contratos públicos, recursos estatais e conflitos fundiários têm peso central. Entre as mortes de políticos, 46% tinham relação com questões institucionais locais. A socióloga avalia que a maior disponibilidade de armas ampliou o acesso a soluções violentas para esses conflitos.

O levantamento identificou alta da violência política a partir do governo Dilma Rousseff, com agravamento durante o impeachment e continuidade nos governos Michel Temer e Jair Bolsonaro. Alonso associou o período bolsonarista à retórica armamentista e disse que os casos costumam crescer no segundo semestre de anos eleitorais, embora não houvesse aumento significativo até o momento analisado em 2026.