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O vírus que deixou 41 mortos na Itália e já chegou ao Brasil

Mosquito associado à transmissão do vírus do Nilo Ocidental
Mosquito associado à transmissão do vírus do Nilo Ocidental. Foto: Reprodução

A Itália registrou 41 mortes e 594 casos confirmados de vírus do Nilo Ocidental em 2026, segundo boletim do Instituto Superior de Saúde do país com dados contabilizados até 8 de setembro. No Brasil, quatro infecções foram confirmadas no mesmo período, incluindo uma morte; os casos ocorreram em São Paulo e Santa Catarina.

O vírus pertence à família Flaviviridae, a mesma de dengue, zika, chikungunya e febre amarela. A transmissão ocorre principalmente pela picada de mosquitos Culex, conhecidos como pernilongos comuns. Aves, sobretudo as migratórias, funcionam como reservatórios naturais: os mosquitos se infectam ao picá-las e podem transmitir o agente a humanos e outros animais.

A maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas. A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 20% desenvolvam sinais leves, como febre, mal-estar, náusea, dor de cabeça, dor muscular e manchas na pele. Uma pequena parcela pode ter meningite, encefalite ou paralisia, com risco maior para idosos, imunossuprimidos e pessoas com doenças crônicas. Não há vacina nem antiviral específico para humanos; a prevenção inclui repelente, telas em portas e janelas, além de evitar água parada e o contato com animais mortos.