“Vítima”: juiz lamenta situação de homem preso por furtar disjuntor, mas mantém prisão

O juiz Herval Sampaio converteu em preventiva a prisão em flagrante de um homem em situação de rua acusado de furtar uma escola particular pela segunda vez em cinco dias, em Ceará-Mirim, no Rio Grande do Norte. Ele foi detido após levar um disjuntor de 25 amperes da instituição. Cinco dias antes, havia furtado o quadro de energia completo do mesmo colégio.
Durante a audiência de custódia, o magistrado afirmou que o acusado é uma “vítima do sistema”, da dependência química e de uma doença, mas entendeu que essas circunstâncias não afastavam os requisitos legais para a prisão. “A lamentação pessoal do magistrado e nada é a mesma coisa. Lamentações pessoais, vontades pessoais e tudo pessoal de um magistrado deve ser deixado de lado”, declarou.
A Defensoria Pública pediu que o homem respondesse em liberdade, citando a ausência de violência ou grave ameaça, o baixo valor do objeto e sua vulnerabilidade. O Ministério Público defendeu a manutenção da custódia diante da repetição dos furtos e de outros inquéritos por crimes patrimoniais na região. O juiz apontou a necessidade de resguardar a ordem pública e interromper novas infrações.
