Viúva de Marielle Franco, Mônica Benício, participa de ato com Lula no Rio
Texto de Italo Nogueira na Folha.
(…)
Estavam ao lado do petista o cantor Chico Buarque, a pré-candidata à Presidência Manuela D’Ávila (PC do B), membros do PSOL, PSB, PDT e PCO, e a viúva de Marielle Franco, a arquiteta Mônica Benício.
A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, pediu aos partidos de esquerda união entorno da pré-candidatura de Lula. Ela disse que o momento é de lutar contra o avanço do que ela classificou como fascismo.
“A história vai nos cobrar por esse momento, pelo enfrentamento das forças do atraso. Temos que lutar pelo Brasil, pelo povo brasileiro, pela democracia, pela nossa Constituição. É isso que o povo espera de nós. Por isso a tarefa mais importante é que a gente forme uma grande e ampla frente democrática e progressista”, disse a senadora.
O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) defendeu a pré-candidatura de Lula e a união dos partidos de esquerda, embora com candidaturas múltiplas.
“A gente está aqui para não termos que contar mais corpos para nos juntar”, disse Freixo, em referência à morte de Marielle, sua ex-assessora.
O ato estava marcado como lançamento da pré-candidatura de Lula à Presidência, Celso Amorim ao governo do Rio e de Lindbergh Farias ao Senado. Mas alterou seu mote para “defesa da democracia”.
Mônica Benício afirmou que o assassinato de Marielle “é só mais um ataque a democracia que estamos vivendo”.
(…)
Em seu discurso, Lula responsabilizou indiretamente a TV Globo pela morte da vereadora do PSOL. “Certamente se a Globo tivesse falado da Marielle em vida 0,5% do que ela falou depois da morte, quem sabe o assassinato não teria acontecido.”
Também disse que a emissora fez um acordo com o Netflix para a produção da série “O Mecanismo”, criticada pela esquerda.
O petista voltou a acusar a TV de responsabilidade na morte do jornalista Tim Lopes, que foi morto por traficantes ao produzir uma reportagem sobre exploração sexual infantil no Complexo do Alemão, em 2002.

