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Volta de Berlusconi e onda nacionalista: o que está em jogo na eleição na Itália?

Da BBC Brasil.

Os italianos vão escolher os membros do seu Parlamento e um novo primeiro-ministro neste domingo. Quem está concorrendo, o que eles propõem e por que o resultado importa muito além da fronteira italiana?

A Itália tem sido governada por um gabinete interino desde dezembro de 2016, quando Matteo Renzi renunciou depois de ser derrotado em um referendo que previa mudanças constitucionais no sistema eleitoral e no funcionamento das casas do Parlamento.

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A busca por um novo primeiro-ministro envolveu alguns nomes e rostos bem conhecidos. O ex-premiê Silvio Berlusconi, de 81 anos, está de volta à cena, liderando o partido de centro-direita Forza Italia (FI).

Ele se aliou a Matteo Salvini, 44, do direitista Liga Norte.

Na centro-esquerda, está o primeiro-ministro que renunciou, Mateo Renzi, de 43 anos, líder do Partido Democrático.

E também há um novo ator na disputa, o líder do Movimento Cinco Estrelas, Luigi Di Maio, de 31 anos, que, se tiver sucesso na eleição, será o primeiro-ministro mais novo da Europa.

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Imigração: Como em outros países da Europa, a chegada de imigrantes tem provocado uma onda extremista e nacionalista. Até políticos tradicionais têm endurecido o discurso sobre o tema.

Berlusconi, por exemplo, classificou a situação da imigração na Itália como uma “bomba relógio” e propôs deportar cerca de 600 mil imigrantes ilegais.

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