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Volta de correspondente do Japão assusta jornalistas da Globo em SP

Do Noticias na TV:

A notícia de que Marcio Gomes deixará de ser correspondente em Tóquio e passará a dar expediente em São Paulo caiu como uma bomba entre os jornalistas da Globo na capital paulista. Depois de Roberto Kovalick, Gomes será o segundo “medalhão” do jornalismo da emissora a migrar para a cidade, que está virando uma meca de ex-correspondentes. Repórteres e apresentadores ficaram assustados. Temem perder espaço _e até o emprego.

Outros correspondentes internacionais, como Rodrigo Bocardi, também passaram a trabalhar em São Paulo quando regressaram ao país. Mas, diferentemente de Bocardi, que já era “paulistano”, Kovalick e Gomes construíram suas carreiras em outras cidades.

Kovalick atuou em Brasília e no Rio de Janeiro antes de reportar dos Estados Unidos e Japão. Gomes, apesar de ter estreado na Globo no SP Já (atual SP2), em meados dos anos 1990, ficou marcado mesmo foi como âncora de telejornais cariocas. Pertenceu ao primeiro time de apresentadores da Globo, com plantões e coberturas de férias no Jornal Nacional.

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Para jornalistas de São Paulo, Marcio Gomes vai ocupar o lugar de repórteres que já disputam a tapa uma pauta no JN.

Uma outra questão que preocupa é econômica. Os salários dos chamados “medalhões” entram no orçamento da Globo de onde eles trabalham, ou seja, de São Paulo. Em época de corte de gastos, isso pode representar menos vagas para jornalistas que estão em início de carreira. Pode significar também demissão para repórteres com vários anos de casa, mas sem o mesmo “brilho”.