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Bolsonarista e petista podem viver romance? Entenda

Ilustração sobre política e relacionamentos
Casal conversando – Foto: Magnific

Votar em candidatos diferentes é uma situação comum entre casais brasileiros. Pesquisa da Hibou Pesquisas e Insights, feita com 1.449 pessoas maiores de 18 anos entre 1º e 4 de setembro, apontou que 67% dos entrevistados já escolheram um candidato diferente do parceiro ou da parceira. Outros 85% disseram que o voto deve continuar uma decisão individual, mesmo diante de discordâncias na relação.

Entre pessoas em relacionamento estável, levantamento do Datafolha realizado em julho de 2026 indicou que 60% não deixariam a opinião do companheiro influenciar o voto para presidente. Para o especialista em comportamento afetivo Caio Bittencourt, a divergência eleitoral não impede uma relação, mas pode expor conflitos quando envolve valores, direitos, dinheiro, família ou criação dos filhos.

O posicionamento político também pesa para quem está solteiro. Levantamento divulgado pela CNN Brasil mostrou que 41% dos entrevistados não namorariam alguém com opiniões políticas opostas, enquanto 46% considerariam a possibilidade. Bittencourt afirma que votar em candidatos diferentes não determina, por si só, incompatibilidade: “Duas pessoas podem votar diferente e concordar em quase tudo que interfere diretamente na relação. E duas pessoas podem votar igual e serem completamente incompatíveis na vida real”.