“Vou ficar devendo uma resposta”, diz Moro ao ser questionado sobre defender a Lava Jato em festa da Istoé lotada de corruptos
Sergio Moro foi o colírio do rapapé do prêmio Brasileiros do Ano, picaretagem promovida pela revista IstoÉ. O juiz foi o principal homenageado.
Os “concorrentes” eram barra pesada. Temer e Moreira Franco são investigados pela Lava Jato. Outros citados por delatores estavam lá: o ministro Helder Barbalho e o presidente da FIESP, Paulo Skaf. O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), fez fusquinha com o troféu.
O maestro João Carlos Martins, que posou para fotos com o magistrado, foi condenado em 2009 a dois anos e nove meses de prisão – período substituído por pena restritiva de direitos – por crime contra a ordem tributária. O processo está relacionado ao “caso Paubrasil”, escândalo que estourou em 1993, quando a Receita e a Procuradoria da República descobriram doações ilegais à empresa Paubrasil Engenharia.
Segundo o Ministério Público Federal, recursos não declarados foram destinados ao financiamento de campanhas políticas no início da década de 90, como a do atual deputado Paulo Maluf (PP-SP), para o governo estadual e para a Prefeitura de São Paulo.
Questionado pela Folha sobre defender a operação ao lado de Temer e companhia, Moro riu: “Vou ficar devendo uma resposta”.
Então tá.


