Apoie o DCM

William Waack e o complexo de Scarlett O’Hara

William Waack, Scarlett O’ Hara e Guilhermina

Na entrevista à Folha, William Waack disse:

— Quando menino, minha mãe tinha de trabalhar fora e me deixava com a Guilhermina, uma senhora negra que praticamente ajudou a me criar e de quem me lembro até hoje com enorme carinho.

Lembra Scarlett O’hara, de “… E o vento levou”, filme de 1939 que melhor retrata a decadência da aristocracia rural americana.

William está no passado, como mostra também em outro comentário, quando lamenta a transformação que está havendo na imprensa com o que ele mesmo chama de revolução digital:

— O mais preocupante não é o que grupos organizados fazem para destruir órgãos de imprensa, mas sim a percepção cada vez mais abrangente, por parte do grande público, de se sentir “órfão” em relação aos tradicionais guardiães da “verdade dos fatos”.

No fundo, é o lamento de quem perdeu poder para, como intermediário, manipular os fatos.