Workismo: entenda o conceito que explica a dependência do trabalho em exaustão

O workismo, fenômeno distinto de apenas trabalhar muito, ocorre quando o trabalho se torna o eixo central da identidade e do valor pessoal. “A diferença pode parecer sutil, mas é decisiva. A ambição diz ‘eu faço algo importante’. O workismo diz ‘eu sou aquilo que faço'”, explica um especialista. Pesquisas indicam que cerca de 15% dos trabalhadores apresentam esse padrão, muitas vezes confundido com engajamento.
O problema se intensifica quando ameaças profissionais viram crises existenciais, pois não há vida fora para amortecer o impacto. “Estudos mostram que workaholics não performam melhor que colegas engajados que mantêm fronteiras saudáveis”, aponta análise. O fenômeno é cultivado em culturas organizacionais que premiam disponibilidade total como comprometimento.
O antídoto exige reconstrução da identidade em camadas, não apenas dependente do trabalho. Organizações sérias no combate ao workismo mudam sistemas de reconhecimento, parando de premiar a presença irrestrita. “Trabalho pode dar sentido à vida. Mas quando vira a única fonte de identidade, cobra um preço alto demais”, conclui o especialista.
