X contraria próprias diretrizes e permite vídeos de estupro na plataforma

Contrariando suas próprias diretrizes, a plataforma X tem permitido publicações de vídeos que simulam estupro e abuso sexual, segundo uma investigação da Folha de S.Paulo. Em uma semana, foram encontrados mais de 20 vídeos com alusões à violência sexual e 375 postagens sobre uma parafilia que excita com pessoas inconscientes. Denúncias feitas pela reportagem foram rejeitadas pela plataforma.
Especialistas apontam que a situação piorou após a compra por Elon Musk, em 2022, com demissões massivas na moderação. “Houve uma mudança muito significativa”, diz Juliana Cunha, da Safernet Brasil. O X se tornou a segunda plataforma mais denunciada por crimes cibernéticos à entidade, mesmo com menos usuários que concorrentes.
A plataforma oficializou a permissão para conteúdo adulto em 2024, mas a moderação falha em barrar violações. Vídeos simulando estupro, feitos com atrizes, circulam e até o chatbot Grok da rede fornece informações sobre as performers. Usuários usam o X para recrutar interessados e direcioná-los para a “dark web”.
